Paul Hembery, diretor de motorsports da Pirelli: “Os quatro dias em Jerez, com a maioria das equipes avaliando seus novos carros, deram a todos nós uma boa impressão geral das características dos pneus de corrida 2013, com construção e compostos completamente novos. Parece que estamos no caminho certo e as mudanças que esperávamos ver estão todas lá: os pneus são mais rápidos do que seus equivalentes do ano passado; e eles têm uma janela maior de pico de desempenho. As condições em Jerez não foram as ideais este ano, no entanto, como era uma pista extremamente abrasiva – a mais abrasiva entre todos os circuitos que vamos visitar durante todo o ano – e, consequentemente, foi difícil tirar conclusões adequadas, dado que a superfície tornou-se ainda mais abrasiva do que na temporada passada. Nós chegamos com abundância de dados para os pneus duros e médios, muito pouco para o pneu macio e nenhum para o supermacio. Agora estamos ansiosos para as próximas duas sessões de testes em Barcelona, o que proporcionará uma oportunidade valiosa para as equipes de ampliar seus conhecimentos sobre os pneus deste ano”.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Novos pneus Pirelli
Paul Hembery, diretor de motorsports da Pirelli: “Os quatro dias em Jerez, com a maioria das equipes avaliando seus novos carros, deram a todos nós uma boa impressão geral das características dos pneus de corrida 2013, com construção e compostos completamente novos. Parece que estamos no caminho certo e as mudanças que esperávamos ver estão todas lá: os pneus são mais rápidos do que seus equivalentes do ano passado; e eles têm uma janela maior de pico de desempenho. As condições em Jerez não foram as ideais este ano, no entanto, como era uma pista extremamente abrasiva – a mais abrasiva entre todos os circuitos que vamos visitar durante todo o ano – e, consequentemente, foi difícil tirar conclusões adequadas, dado que a superfície tornou-se ainda mais abrasiva do que na temporada passada. Nós chegamos com abundância de dados para os pneus duros e médios, muito pouco para o pneu macio e nenhum para o supermacio. Agora estamos ansiosos para as próximas duas sessões de testes em Barcelona, o que proporcionará uma oportunidade valiosa para as equipes de ampliar seus conhecimentos sobre os pneus deste ano”.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Kimi Raikkonen se divorciou
“É verdade, eles foram para direções diferentes”, confirmou o assistente pessoal do piloto da Lotus, Ridu Kuvaja, ao jornal finlandês Ilta Sanomat, que salienta que Jenni deixou há algumas semanas a casa deles, imóvel no valor de 30 milhões de euros.
Segundo a emissora de TV MTV3, o divórcio poderia ser “caro” para Raikkonen, cuja fortuna está estimada em mais de 120 milhões de euros, incluindo uma carteira de imóveis.
sábado, 29 de dezembro de 2012
De la Rosa teve emoções distintas
“Após a quebra da caixa de câmbio, eu não estava me sentindo muito feliz, porque você espera por uma oportunidade destas durante toda a sua vida, e de repente depois de algumas curvas você tem que sair do carro”, disse de la Rosa. “Eu estava muito animado antes. Então os mecânicos fizeram um trabalho fantástico para ligar o carro e tivemos uma boa tarde, o que é crítico por causa do valor de um dia de testes hoje em dia”.
O espanhol ficou feliz com o seu próprio desempenho, apesar de seu programa planejado, incluindo coleta de dados para condições de corrida e testes aerodinâmicos, ter sido afetado. “Eu estava muito feliz no final por estar fazendo voltas muito competitivas, dadas as condições. Há uma abordagem científica por trás do teste – não se trata apenas de jogar o Pedro no carro”, finalizou.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Bruno Senna está fora da F1
Bruno Senna e o Aston Martin Vantage GTE
Depois de lutar para ficar na Formula 1 – disputando uma vaga na Force India com Jules Bianchi e Adrian Sutil -, Bruno Senna encontrou uma nova casa para 2013.
Bruno foi confirmado nesta terça-feira como o mais novo piloto de fábrica da Aston Martin Racing. Senna já vai correr nas 12 Horas de Sebring na GTE-Pro em março, e também no Campeonato Mundial de Endurance da FIA.
O brasileiro de 29 anos de idade, que perdeu seu assento na Williams após um período de três anos na F1, irá juntar-se a Fred Makowiecki em um dos dois Aston Martin V8 Vantage no campeonato, que começa em Silverstone, em abril.
Turner, Mucke e Senna vão começar a temporada no próximo mês em uma entrada solo da AMR em Sebring, rodada de abertura da American Le Mans Series, que não conta mais como um evento WEC.
Senna não deve estranhar os protótipos, já que andou na Le Mans Series Europeia em 2009 em um carro LMP1 da equipe Oreca. No entanto, seu novo carro de fábrica da Aston Martin irá marcar sua primeira incursão em corrida de GTs.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Carro novo da Williams passou no teste
A Williams utilizou sua máquina de 2012 no primeiro teste da pré-temporada na semana passada em Jerez, após decidir não usar o carro novo a fim de se concentrar na avaliação dos pneus Pirelli de 2013.
Entretanto, depois de passar no último teste do bico na última quinta-feira, o carro novo poderá entrar na pista no dia 19 de fevereiro.
Na semana passada em Jerez, Pastor Maldonado se mostrou confiante na nova máquina. “É um passo à frente. Nós tentamos analisar cada um dos componentes, tudo”.
“Mas todos os carros parecem muito similares aos do ano passado, porque as regras são as mesmas. São pequenas melhorias no carro inteiro, e acreditamos que será bastante competitivo neste ano, ainda melhor do que o anterior”.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Equipes testam linha da Pirelli
A principal característica que as equipes notarão será a grande diferença de performance entre os compostos e os tempos de voltas mais rápidos, de aproximadamente meio segundo por giro.
Também será apresentada uma nova cor: o P Zero Laranja, que substitui o prateado como designação para os pneus mais duros da linha. Novas marcações também devem deixar a distinção das cores mais fácil.
Paul Hembery, diretor de Motorsports da Pirelli: “Os testes de pré-temporada representam uma importante oportunidade para que as equipes integrem seus novos pacotes tecnológicos aos pneus de 2013. Com o número de dias para teste limitado, o trabalho de avaliação feito neste período será crucial para entender os pneus pelo resto da temporada. Como muitos dos novos carros também estarão em teste, serão quatro dias muito movimentados em Jerez. As equipes encontrarão pneus bem diferentes dos que estavam acostumadas no ultimo ano, pois cada um dos PZero e suas estruturas foram modificados, com compostos mais macios, que permitem maior performance e estrutura diferente, que irá aumentar a superfície de contato com a pista, para melhorar a tração e aderência. Esse é um dos pontos chave em Jerez, que deve permitir que os times comecem a entender a natureza dos novos pneus até a hora de ir para casa, na quarta-feira.
Dados do teste:
- Cada carro terá um máximo de 35 jogos dos novos pneus PZero com compostos macio, médio e duro em Jerez, incluindo o Cinturato intermediário e de chuva forte, se necessário. Os pneus supermacios não estarão disponíveis, pois não se enquadram nas características da pista.
- Cada equipe terá à sua disposição um máximo de 100 jogos de pneu por carro para testes por ano, e poderão escolher qualquer combinação de compostos que gostariam de testar dentro de suas cotas.
- A pista de 4.428km, que possui curvas lentas, medias e rápidas, coloca ênfase nos pneus traseiros, que trabalham pesado para oferecer tração numa ampla gama de condições de utilização.
- Este ano, a regulamentação esportiva e técnica a respeito do uso dos pneus é a mesma de 2012. No entanto, como resultado das modificações feitas na estrutura em 2013 – conjunto de cinturas mais rígida e larga – alguns pneus estão cerca de 2kg mais pesados. Isto pode ser compensando ajustando o peso mínimo do carro.
- É esperado alto desgaste dos pneus traseiros, pois a superfície do asfalto em Jerez é a mais abrasiva de todas as pistas que serão visitadas durante o ano.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Webber diz que Red Bull começa melhor
Mark Webber - Red Bull
Mark Webber acredita que a Red Bull teve um início mais satisfatório em 2013 do que na temporada passada, quando conquistou o título.
O australiano disse que a confiabilidade do RB9 está especialmente agradável, tendo acumulado 101 voltas – mais do que qualquer piloto – no segundo dia em Jerez.
Depois de dois dias de testes no ano passado, RB8 Webber foi o mais rápido dos carros novos, embora naquela ocasião ele tenha ficado três horas à espera de novas peças.
Perguntado se ele estava feliz com seu progresso em 2013, Webber disse: “Penso que sim. Foi dia muito bom para a equipe em termos de como nós trabalhamos e nossa preparação.”
“Foi importante tirar o máximo de condições e nós fizemos isso. Completamos todo o programa e temos todas as informações que precisamos.”
“O programa da manhã era ambicioso, mas nós conseguimos fazê-lo. Nossos stints longos nos deixaram mais confiantes em relação aos componentes no carro, o que foi muito bom.”
“No final, eu fiquei surpreso com a quantidade de quilômetros que fizemos, muito boa.”
“Nós certamente aprendemos muito mais do que ontem, e vamos aprender mais amanhã, quando Sebastian assume.”
“Em termos de consistência fiquei muito feliz com os últimos dias e comigo mesmo. O carro me dá confiança para forçar, e nós certamente temos aí um ótimo ponto de partida em termos de desenvolvimento.”
sábado, 15 de dezembro de 2012
Luiz Razia é oficialmente confirmado
Luiz Razia
Luiz Razia garantiu a vaga na Marussia aberta após a saída de Timo Glock na pré-temporada. O brasileiro se junta a Max Chilton, também vindo da GP2, em uma dupla de estreantes na equipe.
“Nas últimas duas temporadas na GP2, o importante foi provar que tenho a capacidade necessária e estou pronto”, declarou Razia. “Nesta temporada, o objetivo será recompensar a confiança que a equipe mostrou em mim”.
“Este é um ano importante para a Marussia em termos de manter o bom momento de uma temporada bastante positiva em 2012. Estou ansioso para dar uma contribuição de valor”.
Razia lutou pelo título da GP2 no ano passado, sua quarta temporada na categoria, e acabou sendo vice-campeão. O chefe da equipe, John Booth, disse que o progresso de Razia já era esperado, depois de contratá-lo como piloto reserva da Virgin em 2010.
“Tínhamos todas as expectativas de que ele iria progredir tanto quanto progrediu. Ele é um piloto muito rápido que lutou duro pelo vice-campeonato no ano passado. Junto com Max, temos uma dupla jovem, mas incrivelmente ambiciosa, e estamos ansiosos para ver o que eles podem alcançar”.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
McLaren F1 faz jus às expectativas
Sergio Perez - Mclaren - Jerez 2013
Sergio Perez admitiu que o passo para uma equipe de ponta da Formula 1 superou suas expectativas, com o novo McLaren MP4-28 impressionando-o imediatamente.
O ex-piloto da Sauber guiou hoje a McLaren no segundo dia de testes em Jerez pela primeira vez.
Ele completou 81 voltas e terminou com o sétimo tempo mais rápido, 1,354s atrás da Lotus de Romain Grosjean.
“Hoje foi um grande dia. Desde que eu saí do box e dei as primeiras voltas, eu vi que este carro tem um bom potencial”, disse ele quando perguntado sobre suas impressões sobre o carro da McLaren.
“O retorno foi bom de imediato e definitivamente você sente o potencial. Nós não sabemos o quão competitivos estamos, mas tudo o que posso dizer é que o carro é bom.”
“Conseguimos fazer alguns bons programas, então espero que possamos continuar fazendo o mesmo nos próximos dias de testes e vamos estar em boa forma e prontos para o início da temporada.”
O piloto de 23 anos, que assinou seu contrato em setembro do ano passado, ficou emocionado ao tomar o volante de um McLaren pela primeira vez.
Ele acrescentou que o trabalho de preparação que ele tinha feito tornou muito mais fácil a adaptação ao seu novo ambiente.
“Ah, muita emoção”, disse ele quando perguntado como se sentia em sua primeira vez no MP4-28.
“Houve muito trabalho no simulador, um monte de preparação para este dia.”
“Isso é o que você está procurando: entrar no carro, começar a trabalhar com os engenheiros, reunir-se com a equipe e começar a gastar horas tentando melhorar a si mesmo.”
“Finalmente chegou o dia e eu estou muito feliz.”
Perez foi surpreendido por quão diferente o cockpit da McLaren é em comparação com o da Sauber.
Os planos do mexicano é fazer alguns pequenos ajustes no carro, mas no geral ele ficou satisfeito com a forma como ele se sentiu dentro do carro.
“É muito mais diferente do que eu esperava,” acrescentou.
“É tão diferente que você tem que adaptar-se a uma posição diferente, uma maneira diferente de segurar o volante, praticamente tudo é diferente É como começar do zero.”
“Estou mais feliz do que eu esperava hoje. Ainda preciso resolver algumas coisas para ficar um pouco mais confortável, mas, mesmo assim, conseguimos fazer um dia incrível.”
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Ecclestone vai se reunir com equipes
Bernie Ecclestone
Bernie Ecclestone vai se reunir com vários chefes de equipe nesta quinta-feira a fim de conseguir progressos quanto ao futuro da Fórmula 1.
Com as equipes, Ecclestone e a FIA ainda não tendo assinado um Pacto de Concórdia, e as preocupações sobre os custos futuros antes da mudança para um novo regulamento dos motores em 2014, há um esforço renovado para se chegar a um acordo.
Depois que Ecclestone conversou com representantes de Red Bull, Ferrari, McLaren e Marcedes a fim de discutir o assunto no mês passado, agora ele vai se reunir com as outras equipes em Londres.
Entende-se que, entre os itens que serão discutidos, estão a situação do Pacto de Concórdia, futuros regulamentos dos motores, o não pagamento das taxas de inscrição por parte de algumas equipes e a compra de carros.
O chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, avaliou que a assinatura de um Pacto de Concórdia é importante para fazer com que todos os acionistas da categoria sigam a mesma direção.
“Somos bons em criar crises em nosso esporte e em não resolver muitas coisas”, disse ele durante uma visita a Jerez nesta semana. “No momento, é necessário que as pessoas se entendam e assinem um novo Pacto de Concórdia. Precisamos disso, mas não tenho certeza se todos estão motivados a fazê-lo”.
Nas últimas semanas, aumentaram as preocupações com a possibilidade de o colapso da HRT, o fato de Ecclestone não encontrar uma 20ª corrida e o crescente número de pilotos pagantes no grid serem um sinal de que a categoria deverá enfrentar problemas financeiros sérios.
Ao ser questionado sobre a situação, Whitmarsh disse: “Acho que será duro para algumas das equipes ter um modelo de negócios viável por alguns anos; sem nenhuma dúvida”.
“Para mim, pessoalmente, é triste que haja tantos pilotos pagantes na Fórmula 1. Os números aumentaram, e tenho certeza que é bom e empolgante para aqueles que podem bancar, mas você esperaria que, na principal categoria do automobilismo mundial, não fosse necessário ter pilotos pagantes”.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Lotus tem tudo para vencer
Lotus
A Lotus tem tudo o que precisa para lutar pelas primeiras posições do pelotão da Fórmula 1 neste ano, avalia seu diretor técnico James Allison.
Tendo enfrentado as dificuldades de uma atualização no túnel de vento em 2011, além de uma melhoria em suas instalações de dinâmica de fluidos computacional e simulador em sua fábrica, o recente investimento da Lotus parece ter dado resultado, com seu novo E21 impressionando nos testes iniciais.
Ao ser questionado pelo site Autosport sobre o progresso que testemunhou nas instalações na base, Allison disse: “Acho que a equipe está tecnicamente em boa forma. Há muitas pessoas que sabem o que estão fazendo, com muita experiência, nos cargos principais”.
“Também é uma equipe com muitos homens e mulheres jovens, que saíram da universidade há dois ou três anos, mas são muito talentosos e extremamente dedicados. Temos o conjunto completo que uma equipe precisa para ser competitiva, e não há razão para não andarmos entre os primeiros colocados”.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Horner diz que nenhum carro vai dominar a temporada
Red Bull
O chefe da Red Bull, Christian Horner, acredita que é improvável que uma única equipe domine a temporada da Fórmula 1, já que ele espera uma repetição da competitividade do ano passado.
“Creio que será um caso de diferentes circuitos serem melhores para diferentes carros”, explicou Horner. “No ano passado, a mudança significativa no difusor soprado teve um grande impacto em nossa performance no começo da temporada”.
“Como equipe, nós otimizamos nossas performances onde o nosso carro não era tão bom, nos concentramos no desenvolvimento e, quando tivemos oportunidades, agarramos com as duas mãos e garantimos os resultados quando era importante”.
“Acho que esta temporada será parecida; há quatro ou cinco equipes capazes de vencer, e caberá às equipes e pilotos fazer o trabalho mais consistente da primeira à última etapa. Nos dias em que você não pode vencer, o terceiro, quarto e quinto lugares se tornam muito importantes. Você tem de assegurar que extraia o máximo possível de cada fim de semana”.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Massa coloca a Ferrari no topo
Felipe Massa
O tempo da manhã de Felipe Massa foi suficiente para garantir a Ferrari no topo em um dia no qual Sebastian Vettel, atual campeão campeão, experimentou o RB9 da Red Bull pela primeira vez.
O brasileiro estabeleceu o melhor tempo visto até agora nesta semana em Jerez quando quebrou a barreira de 1m18s durante um trecho curto com pneus macios. Sua volta em 1m17.879s não foi ameaçada à tarde, e apenas Nico Rosberg, no W04 da Mercedes, conseguiu ficar a menos de um segundo.
Rosberg proporcionou um bem-vindo alívio depois dos problemas que a Mercedes sofreu nos dois primeiros dias, acumulando 148 voltas, mais do que qualquer outro piloto. Vettel também percorreu mais de 100 voltas, e uma melhoria à tarde foi suficiente para deixá-lo em terceiro.
Kimi Raikkonen, também tendo sua primeira experiência com o carro de 2013 da Lotus, melhorou à tarde e terminou a pouco mais de um décimo do tricampeão mundial. Em seu primeiro dia no STR8 da Toro Rosso, Jean-Eric Vergne ficou em quinto, à frente de James Rossiter, da Force India.
Jenson Button, que provocou um encerramento antecipado do dia quando parou na pista entre as curvas 7 e 8, foi o sétimo, à frente do novo contratado da Sauber, Esteban Gutierrez. O mexicano foi o segundo piloto mais ocupado do dia com 110 voltas.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Hulkenberg animado
“Em um ponto, eu estava olhando o monitor de tempos e parecia uma classificação, eles estavam separados por apenas alguns centésimos, então devemos ficar felizes com os dois dias”, disse Hulkenberg.
“O carro teve uma performance razoavelmente boa. É algo que podemos evoluir, portanto creio que é uma boa base. Ele precisa de mais desenvolvimento. Sabemos que, na Fórmula 1, você não pode parar”.
Hulkenberg acrescentou que, após dois dias pilotando, ele se sente mais confortável na Sauber. Ele insiste que não está tendo grandes problemas com a acomodação no cockpit, apesar de ser significativamente mais alto do que seus antecessores.
“Eu fiquei um pouco mais confortável com o carro. Nos dois primeiros dias, obviamente tive de me acostumar a várias coisas e itens. Minha prioridade aqui era garantir que eu estivesse confortável no carro, em termos de posição no assento e com o volante. Fizemos alguns ajustes e modificações, então estamos indo na direção certa”.
sábado, 8 de dezembro de 2012
A pista de Jerez está muito ruim
Hembery afirma que os primeiros testes desta semana em Jerez foram comprometidos pela superfície muito áspera da pista, que não permite uma avaliação adequada dos pneus.
“A pista é bastante abrasiva – e está substancialmente pior do que no ano passado”, disse Hembery, quando perguntado sobre os testes desta semana.
“Isto fez com que o que era historicamente uma pista interessante do ponto de vista de testes de compostos de pneus, se tornar-se um lugar onde quase não conseguimos ver as diferenças entre os compostos que precisamos.”
“Ainda conseguimos ver diferenças de meio segundo no pico de performance entre os diferentes compostos, e o pneu duro tem trabalhado muito bem, considerando as condições.”
Quando perguntado se a pista está agora muito abrasiva para um teste útil de pneus, ele disse: “Certamente, para as avaliações de pneus, sim, é uma pena, porque as condições climáticas não são muito ruins.”
“Você luta para encontrar algum lugar acima de 20 graus na Europa em fevereiro, por isso é um pouco decepcionante a partir desse ponto de vista.”
Paul di Resta disse no inpício desta semana que sua equipe foi surpreendida pelo relatório de dados da pista que eles receberam antes dos testes.
“Jerez é muito difícil e exigente com os pneus”, disse ele. “Quando vimos o relatório da Pirelli esta manhã, ficamos bastante surpresos ao ver o quanto a pista piorou desde o ano passado.”
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Mecânico da Force India escapa ileso
Rossiter perdeu seu ponto de freada quando retornou aos pits depois de uma volta de instalação na terceira manhã dos testes da pré-temporada na Espanha. Ele não conseguiu parar a tempo na frente da garagem, atingiu o mecânico que estava segurando o macaco dianteiro e o arremessou.
O mecânico foi levado para exames médicos, mas um porta-voz da equipe confirmou que ele não sofreu ferimentos sérios. Rossiter pôde continuar testando durante toda a manhã, antes de entregar o carro de volta a Paul di Resta para a sessão da tarde.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Massa ainda impressionado com o tempo de Button
Massa descreveu o desempenho de Button na terça-feira como “incrível”, mas o brasileiro foi o primeiro e único piloto a andar na casa dos 1m17s esta semana no terceiro dia de testes.
Embora Massa tenha sido mais de um segundo mais rápido que Button, o piloto da Ferrari acredita que dadas as condições da pista na terça-feira e ao fato de que Button fez seu tempo usando os pneus duros, o ritmo da McLaren ainda é a referência.
“Eu ainda acredito que sua volta foi incrível”, disse Massa sobre a volta de Button após o terceiro dia de testes.
“Com pneus duros no primeiro dia e com pista suja e tudo, realmente foi uma volta rápida. Eu não tinha carro para fazer esse tempo de volta no primeiro dia.”
“Eu acho que muitas pessoas estão pensando o mesmo sobre mim agora, mas eu acho que nós melhoramos o carro nesses dias. Acho que foi uma boa volta que fiz, mas não podemos dizer que vamos ter isso no início do campeonato.”
“Eu tenho meus pés 100% no chão.”
Embora Massa tenha admitido que os primeiros dias de trabalho com o F138 foram positivos, ele se recusou a acreditar que o tempo mais rápido desta quinta-feira significou muito.
“Está indo na direção que eu esperava, mas o que conta são as corridas”, disse ele. “Nos testes eu não acho que isso conta muito.”
“É sempre bom, mas isso não conta muito. Acho que nossos pés estão no chão e que precisamos trabalhar a 100% para melhorar o carro para a primeira corrida.”
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Raikkonen encorajado
Kimi Raikkonen
Kimi Raikkonen acredita que a Lotus já está em melhor forma do que no ano passado, após completar seu primeiro dia de testes com o novo E21.
“Parece melhor do que nesta época do ano passado”, disse Raikkonen ao ser questionado pelo site Autosport sobre suas sensações gerais. “Acho que temos um bom carro, mas só veremos o quão bom ele será neste ano durante as corridas e a temporada. Mas não é um mau começo”.
O companheiro de equipe Romain Grosjean demonstrou otimismo com a boa sensação do carro em todas as áreas, mas Raikkonen sentiu que ainda não explorou seu potencial máximo.
“As mudanças não são grandes, mas parece melhor”, afirmou ele. “Ainda faltam algumas partes, mas não há um ponto negativo nele. Foi um primeiro dia normal. Fizemos uma mudança e usamos apenas os pneus duros. Ainda não temos todas as partes que usaremos nas corridas e tivemos no ano passado, então só pode melhorar. Não está nada mau”.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Ricciardo quer ter mais influência
“Mesmo agora, apenas nos testes, nós definitivamente podemos guiar uns aos outros melhor do que no ano passado em termos de informações para os engenheiros”, disse ele a repórteres em Jerez. “Isso se deve simplesmente à experiência”.
“No ano passado, acho que confiávamos mais neles e em sua experiência anterior para nos dizer o que fazer, mas já consigo ver que estamos tendo muito mais influência. Eles estão nos escutando, porque amadurecemos e sabemos o que estamos dizendo – ou achamos que sabemos o que estamos dizendo”.
Ricciardo também afirmou que sua pilotagem está mais segura após sua primeira temporada completa no ano passado.
“Eu sempre fui confiante no carro, mas, pessoalmente, tenho muito mais confiança para este ano. Tive algumas provas no ano passado que me proporcionaram isso, acredito 100 por cento em mim mesmo, e sem querer soar arrogante, acredito no que sou capaz de fazer”.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Carro novo da Red Bull
Sebastian Vettel
Sebastian Vettel sentiu que o carro novo da Red Bull é um passo à frente após seu primeiro teste da temporada em Jerez na quinta-feira, mas prefere evitar entusiasmo com a performance da equipe neste estágio.
“Acho que o carro está funcionando muito bem. Obviamente, é difícil julgar a velocidade, mas em termos de confiabilidade, foi bom, e estou bem feliz com o carro até agora”, declarou Vettel.
“É sempre bom estar no topo, mas se há uma fase em que isso não importa, é agora. É bom para nós fazer muitas voltas e ver se o carro está funcionando. É uma evolução, e creio que demos outro passo à frente, mas isso é tudo o que podemos dizer agora”.
Ele disse que o uso de Jerez também torna os tempos pouco relevantes. A Pirelli sugeriu ontem que a pista espanhola deveria sair do calendário de testes da Fórmula 1 se não for repavimentada.
“É impossível julgar no momento, porque creio que as pessoas estavam mexendo com os níveis de combustível ontem”, disse Vettel. “Além disso, é o primeiro teste e em Jerez, onde a degradação dos pneus é muito grande, e os pneus têm um grande papel. Há variáveis demais”.
“Ontem, foi bom voltar ao carro, e não muito mais do que isso. Não devemos ficar entusiasmados de modo algum. Agora, é o momento de fazermos nosso dever de casa. Talvez não seja a parte mais empolgante da temporada, mas eu me diverti ontem, então não é tão tedioso”.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Caminho certo
Nico Rosberg
A Mercedes se recuperou de seu início difícil no teste de Jerez graças a um terceiro dia bem sucedido, de acordo com Nico Rosberg. O alemão completou 148 voltas na quinta-feira e terminou em segundo, atrás de Felipe Massa.
Isso ocorreu após dois dias nos quais a Mercedes acumulou apenas 29 voltas, depois que Rosberg foi afetado por um problema elétrico na terça e Lewis Hamilton bateu na quarta devido a um problema no freio traseiro.
“Ontem foi bom e compensou bastante a perda que tivemos nos últimos dois dias, porque completamos o programa e fizemos mais”, disse Rosberg. “Tenho certeza que o mesmo vai acontecer hoje (quando Hamilton assumiu o volante), portanto isso realmente vai impulsionar o nosso programa”.
“Foi realmente consistente e fizemos tudo o que estava nos planos iniciais. Ficamos sem idéias, porque você é limitado pelos pneus, e, no final, estávamos fazendo pit-stops e coisas assim. Tudo funcionou bem, sem absolutamente nenhum problema”.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Motor Renault coloca Caterham à frente da Marussia
Quando lhe pediram para comparar o CT03 com o carro da Marussia que pilotou no ano passado, Pic disse a repórteres em Jerez: “A maior diferença vem do motor e do KERS”.
“No ano passado (na Marussia), não tínhamos KERS, e é bem diferente. É uma parte nova, mas bastante divertido. Você precisa aprender a usá-la e onde decide recuperar a energia, porque isso lhe dá um poder de freada extra na traseira, o que pode fazer as rodas travarem e prejudicar o equilíbrio”.
Pic acrescentou que não quer se concentrar nas comparações entre as duas equipes pequenas.
“Eu tive um ótimo ano com a Marussia e estou muito feliz por estar na Caterham agora e no futuro. Não quero compará-las. A diferença está no motor e no KERS, é claro. Depois disso, creio que são duas equipes jovens que estão trabalhando duro para progredir. É claro que existem algumas diferenças. Vamos ver na Austrália quem está melhor”.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Marussia resolveu os problemas de 2012
Max Chilton
“Até a tarde, nós realmente não sabíamos (se o carro era melhor), porque tivemos problemas ou bandeiras vermelhas”, declarou Chilton ao siteAutosport.
“Depois de acumular alguma quilometragem, pudemos ver de fato como estava a dirigibilidade do carro. Eu sei e a equipe também sabe que ele demonstrou algum potencial, então, quando retornei aos pits, todos estavam sorrindo”.
Chilton acredita que a aderência na frente está particularmente melhor.
“Acredito que a equipe teve dificuldades com a frente no ano passado, e tendo estado presente nas reuniões com Timo (Glock) e Charles (Pic) no ano passado, eu sabia quais eram os limites e os fatores. Mas, quando forcei, notei nos trechos longos que houve uma melhoria nessa área, e definitivamente está mais positivo”.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Mercedes está onde ele esperava
Lewis Hamilton
Lewis Hamilton afirmou que a Mercedes está exatamente onde ele esperava que estivesse no momento, após ter sua primeira experiência com o novo W04.
“Acho que estamos no nível em que esperávamos estar”, disse ele ao ser questionado sobre o assunto pelo site Autosport. “Eu realmente não poderia pedir mais. O pessoal fez um ótimo trabalho para aumentar a pressão aerodinâmica do carro, compreender onde eles estavam e levar o carro na direção que querem seguir”.
“Agora, eles precisam de direção. Precisam que Nico e eu lhes digamos onde podemos melhorar o carro e qual direção devemos seguir – é a frente que precisa melhorar? A traseira? A entrada das curvas? A saída? Todas essas coisas. Portanto, é nisso que estamos trabalhando”.
Hamilton admite que parece faltar pressão aerodinâmica à Mercedes comparado ao que ele estava acostumado na McLaren, mas acredita que o progresso será conseguido ao longo do tempo.
“Temos algum trabalho a fazer, mas não é um desastre”, disse ele. “Sinto que o carro é uma boa plataforma, uma boa base para trabalharmos. Definitivamente, vamos continuar pedindo mais pressão aerodinâmica, e espero que o pessoal continue fazendo um ótimo trabalho na fábrica”.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Trabalho no simulador
“Agora conheço o carro real e sei qual é o seu nível de aderência em comparação com o que eu tinha no ano passado. É muito diferente, e temos uma plataforma muito boa, sólida, para trabalhar nas próximas semanas em nosso simulador “, disse de la Rosa. “O que fizemos hoje foi muito importante, mesmo sem simulações de corrida ou muitas voltas. Estive aqui para entender o carro e ajudar a acelerar o programa de simulação”.
O espanhol acrescentou que a Ferrari tem que fazer ganhos significativos para estar em pé de igualdade no seu simulador com suas principais rivais, Red Bull e McLaren, onde trabalhou por muitos anos. “Nós temos muito trabalho a fazer, é por isso que me contrataram. Nós não estamos onde queremos estar, mas estou muito confortável com as pessoas que temos ao redor. A meta é agora dar o passo seguinte na simulação”, comentou ele, que ficou a 2s168 da Lotus de Kimi Raikkonen.
“O objetivo é simplesmente ver onde estamos com o carro, com o simulador e ver como podemos nos aproximar. Foi um dia para conhecer a equipe e o carro, e acelerar o programa de simulação”, finalizou o piloto.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Raikkonen é o mais rápido
Kimi Raikkonen
Kimi Raikkonen liderou o último dia do primeiro teste da pré-temporada 2013 da Fórmula 1 em Jerez.
O finlandês estabeleceu o melhor tempo do dia em um trecho curto com pneus macios durante a sessão da tarde, que foi estendida em meia hora para compensar o atraso provocado pelos reparos na pista na hora do almoço.
Jules Bianchi ficou em segundo, tendo feito seu tempo imediatamente após a reabertura do circuito depois da longa paralisação no meio do dia, também com pneus macios. Ele não teve a chance de tentar bater a volta de Raikkonen, já que cedeu o cockpit da Force India para Paul di Resta nas últimas duas horas.
O campeão mundial Sebastian Vettel, da Red Bull, foi o terceiro em um dia no qual se concentrou em trechos longos com os pneus médios e duros. Esteban Gutierrez (Sauber) encerrou o dia em quarto, seguido por Jean-Eric Vergne (Toro Rosso).
Lewis Hamilton teve um segundo dia muito melhor com sua nova equipe Mercedes, compensando a falta de quilometragem devido a uma batida na quarta-feira com o maior número de voltas completadas.
Pedro de la Rosa, novo piloto de desenvolvimento da Ferrari, voltou à pista na parte da tarde depois que um problema na caixa de câmbio deixou o F138 parado pela manhã. O espanhol percorreu 50 voltas.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Ferrari nega
A Ferrari negou que Fernando Alonso tenha lesionado uma costela competindo de kart no Desafio das Estrelas, em janeiro. A suspeita acontece pelo fato do espanhol ter ficado de fora dos quatro dias de testes em Jerez.
“É óbvio que Fernando está treinando no momento”, disse um porta-voz da Ferrari, salientando o fato do espanhol estar praticando de bicicleta em Dubai e postando fotos em seu Twitter para provar isso. “Este boato (sobre a lesão) é um total absurdo e totalmente falso”, acrescentou ele.
A equipe italiana contou com Felipe Massa e com o reserva Pedro de la Rosa para desenvolver o modelo F138. A primeira semana de atividades da pré-temporada acabou nesta sexta-feira.
domingo, 25 de novembro de 2012
Force India
“Acho que agora eles me conhecem”, declarou ele ao site Autosport, após os testes da semana em Jerez. “Nos treinos livres de GPs dos quais participei ainda não estava no meu melhor, é verdade, mas depois de Magny-Cours (no teste de novatos) eu fiquei muito melhor. Lá mostrei para a equipe que eu era rápido, e eu fiz isso aqui novamente”.
“Então, foi positivo, mas não está em minhas mãos. Eu apenas tento fazer o melhor quando eu piloto o carro. Eu me sinto pronto. Agora tenho um pouco de quilometragem na F1 e me sinto pronto para guiar em uma corrida. Então, mesmo se o plano era me deixar como terceiro piloto por dois anos, agora isso mudou e estou pronto. Espero que haja uma decisão até o teste de Barcelona”, finalizou o francês.
sábado, 24 de novembro de 2012
Mercedes encorajada pelas mudanças
Ross Brawn
O chefe da Mercedes, Ross Brawn, afirmou que há sinais “encorajadores” de que as mudanças técnicas da equipe darão resultado na nova temporada da Fórmula 1.
“O passo que precisamos dar do ano passado para este ano é bastante substancial, e os alvos também são móveis”, disse Brawn. “Mas o que vejo na equipe como um todo é muito encorajador. É o primeiro carro que Aldo (Costa) projetou, e o grupo aerodinâmico parece estar funcionando bem, portanto há vários sinais encorajadores”.
“Nós sabemos que o aconteceu no ano passado, sabemos o que temos de fazer neste ano. Portanto, precisamos trabalhar com tranquilidade, garantir que não entremos em pânico e façamos as coisas da maneira correta”.
Ele acrescentou que Nico Rosberg conseguiu fazer comparações animadoras entre os carros de 2012 e 2013 da Mercedes. “Nico obviamente é o melhor para julgar o que tínhamos no ano passado e o que temos agora, e ele parece bastante entusiasmado”, afirmou Brawn.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Vettel salienta confiabilidade da Red Bull
Sebastian Vettel
Sebastian Vettel deixa a primeira sessão de testes da pré-temporada em Jerez mais confortável com a confiabilidade da Red Bull do que há 12 meses. O alemão tricampeão do mundo acredita que a sua equipe estará melhor preparada para defender a coroa após um início relativamente calmo para o modelo RB9.
“Está um pouco melhor, porque eu acho que no ano passado tivemos alguns problemas com a confiabilidade. Parece que fizemos bem a nossa lição de casa. Eu não acho que nós podemos reclamar do desempenho ainda”, opinou Vettel, que prefere esperar pelos testes de Barcelona para ter uma posição mais sólida sobre o ritmo dos carros.
“O pessoal vai andar mais lá, então eu acho que se você mantiver seus olhos abertos, poderá começar a entender as coisas um pouco melhor”, disse ele. “Mas no momento estamos nos concentrando em nós mesmos e em compreender o nosso carro”.
“Certamente, nos próximos dois testes, vamos saber um pouco mais tanto sobre nós mesmos como sobre os outros, mas a Austrália (palco do GP inicial) é uma pista muito diferente, com condições diferentes. Acho que em Barcelona vai estar um pouco mais frio do que na Austrália, por isso pode ser difícil vermos a realidade antes do início da temporada”, finalizou o piloto da Red Bull.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Lanterna Verde

Em adaptações recentes bem sucedidas do universo dos quadrinhos para o cinema como “X-Men: Primeira Classe” e “Capitão América: O Primeiro Vingador”, constata-se uma eficiente combinação de roteiros interessantes com encenações claras e dinâmicas, além de um respeito pela essência dos personagens conforme a sua mídia original. Em “Lanterna Verde” (2011), tal equação não consegue se concretizar. Claro que há pontos a se louvar, como os bonitos efeitos visuais, a caracterização repulsiva dos vilões e uma ambientação um tanto violenta e sórdida. No mais, entretanto, predomina uma narrativa truncada, aliada a uma trama que pouco desenvolve personagens e situações – é tudo muito rápido e superficial, com o diretor Martin Campbell dando a aparência de estar seguindo burocraticamente alguma cartilha de como fazer versões cinematográficas de um gibi. Completa os equívocos uma interpretação desprovida de carisma e profundidade de Ryan Reynolds no papel do protagonista. Claro que está longe de ser um filme ruim, mas como resultado final, “Lanterna Verde” acaba sendo uma decepção dupla, tanto pelo potencial criativo desperdiçado do personagem principal quanto pelo histórico de Campbell, o mesmo responsável por “Cassino Royale” (2006), uma das melhores aventuras da série 007.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Cowboys e Aliens

Dentro de uma concepção típica da cultura pop, a ideia central de “Cowboys e Aliens” (2011), apesar de não muito original, é muito boa ao procurar juntar dois dos mais estimados gêneros cinematográficos – faroeste e ficção científica. Não deixa de ser atraente também o fato de uma trama e ambientação características do cinema B receberam um tratamento de produção classe A. Mas se na teoria tais aspectos despertam curiosidade, na execução as coisas ficam abaixo do esperado. O pastiche de elementos diversos faz que tanto a parte western quanto a espacial soam fake e limpinhas demais. É claro que não dava para esperar um estilo clássico no dirigir na junção de gêneros diversos. O que incomoda é uma ambientação um tanto asséptica em que até a sujeira e o sangue parecem excessivamente clean. É de notar também que uma trama como “Cowboys e Aliens” exigiria uma abordagem mais marcada pela ironia, tendo em vista o tom juvenil de sua premissa. O que predomina durante o filme, todavia, é um viés dramático, de conotações moralistas e repleto de discursos edificantes, o que acaba sendo um pouco ridículo. Deixando tais equívocos de lado, resta ainda em alguns momentos uma diversão espapista até bem palatável, principalmente pelos bons efeitos especiais e pela ação desenfreada de algumas sequências. Talvez o azar de “Cowboys e Aliens” esteja no fato de que em 2011 houve produções de aventura nas telas bem mais satisfatórias como “X-Men: Primeira Classe”, “Capitão América: O Primeiro Vingador” e “Planeta dos Macacos: A Origem”.
Larry Crowne
O título que arrumaram no Brasil para a mais recente incursão de Tom Hanks na direção acaba dando um sentido enganoso para a produção. Não que o elemento comédia romântica não esteja presente na trama – na realidade, é até um dos seus motes centrais. Mas “Larry Crowne – O Amor Está de Volta” (2011) tem uma pretensão um pouco maior na sua proposta. O que na realidade o diretor se propõe no filme é realizar uma espécie de revitalização daquelas comédias dramáticas de Frank Capra, em que no meio da recessão econômica pós-1929 se procurava fazer uma exaltação dos melhores valores humanos do homem comum norte-americano. No caso de Hanks, o roteiro se contextualiza na ressaca da quebra da economia mundial ocorrida em 2008 (e que na realidade ainda se expande atualmente). Os protagonistas vividos por Hanks e Julia Roberts se encontram com suas vidas pessoais em colapso. A personagem de Julia, inclusive, esboça um caráter niilista, devidamente temperado por alcoolismo light. Por se tratar de uma comédia de elenco estelar, é óbvio que tais figuras alcançam a sua redenção. É inegável, entretanto, que “Larry Crowne” traga no seu bojo uma visão crítica em relação aos valores pequenos burgueses. Por mais que as suas criaturas tenham um final feliz, algumas das soluções propostas na conclusão não enveredam pela mágica fácil. É como se o filme propusesse algo na linha “seja feliz com o que você tem ao seu alcance”, o que não deixa de ser um viés desafiador das convenções pequeno burguesas de sucesso a qualquer preço. No mais, Hanks pode não ter a mesma classe formal de Capra, mas mesmo assim consegue oferecer alguns momentos de boa diversão escapista, mas com uma certa dose de reflexão.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Fata Morgana

Tentar entender ou explicar “Fata Morgana” (1970) como um documentário a retratar o coração e alma da África seria impreciso. Aparentemente, não há um roteiro linear que ajude ao espectador a compreender o que seria a “trama” do filme. São imagens e sons que se sucedem e combinam, com sucessivos planos seqüências, de forma um tanto aleatória. O que era para ser cinema verdade acaba se tornando uma espécie de divagação existencial e estética a refletir um estado espiritual. Herzog demonstra olhar fascinado sobre o exotismo e mistério que rondam o continente africano, mas não transforma sua produção em algo de caráter didático ou de exaltação para gringo ver. Seu registro é de tintas impressionistas, em que mesmo o flagra da “verdade”, de acordo com a concepção formal do diretor, adquire, por vezes, o viés do irreal e do atemporal, sensação essa que é reforçada ainda mais por uma trilha sonora climática, marcada por temas típicos de rock progressivo setentista na linha kraut rock. Também permeia “Fata Morgana” a característica forma de Herzog retratar a natureza: sua abordagem não é de deslumbre ecológico, mas sim de um temor em relação ao desconhecido que emana daquelas paisagens inóspitas. Tal visão, por sinal, continuou a ser explorada em obras posteriores e fundamentais do diretor (“Aguire”, “Fitzcarraldo”, “O Homem Urso”).
terça-feira, 6 de março de 2012
O Diamante Branco

Voltando a uma de suas temáticas favoritas, a relação conturbada entre o homem e a natureza, o diretor Werner Herzog oferece um retrato perturbador da obsessão humana no documentário “O Diamante Branco” (2004). Nos momentos iniciais, predomina um certo detalhamento técnico das minúcias que envolvem o projeto do protagonista Graham Dorrington, um engenheiro aeronáutico que projeta e constrói um dirigível com o objetivo de filmar uma floresta da América do Sul. Com o desenrolar da produção, entretanto, Herzog insere sutilmente elementos pessoais dos principais envolvidos na operação, extraindo depoimentos e situações que refletem um choque entre conflitos intimistas com a dimensão épica da jornada de Graham. Fica estabelecida uma metáfora poética: quanto mais avançam na floresta e procuram fazer com que o dirigível alce vôo, mais revelam e se aprofundam sobre as razões de se envolverem em empreitada tão difícil. Além disso, o cineasta mostra a sua habitual e particular forma de retratar ambientes nativos, num misto de admiração e temor perante o desconhecido. No geral, o registro de Herzog em “O Diamante Branco” até evoca uma das suas mais obras mais comentadas no gênero documentário, “Fata Morgana” (1970), com o real se transmutando em imagens que até ganham conotações oníricas – afinal, o diamante branco do título é uma comparação entre o formato da aeronave em questão no ar com aquele da pedra preciosa que por muitos anos era encontrada na Guiana Francesa, local onde a obra foi filmada.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Gasherbrum

A temática do documentário “Gasherbrum” (1984) pode lembrar algum episódio do Globo Repórter ou de um canal esportivo qualquer: dois alpinistas enfrentam dois grandes picos em apenas uma escalada. Se nos programas televisivos tal evento seria tratado como um exemplo de superação pessoal ou outra lição de vida edificante, nas mãos de Werner Herzog o mesmo acaba ganhando uma conotação bem diversa. Na visão pouco emocional do diretor alemão, o feito dos protagonistas é o retrato de uma obsessão e de desejos profundos que os envolvidos mal conseguem explicar. Não se trata de heroísmo, mas simplesmente de um beco sem saída existencial, em que a única alternativa restante na vida deles é escalar nas condições mais adversas possíveis. O método formal meticuloso e de distanciamento emocional de Herzog ao filmar encontra sintonia espiritual com a própria ambientação inóspita onde a produção se desenrola, e rende, pelo menos, uma seqüência antológica – aquela em que o diretor entrevista um dos aventureiros em questão sobre um episódio anterior em que o seu irmão, também alpinista, faleceu em uma escalada. O depoente mantém um tom sereno durante toda a narrativa que faz da sua tragédia pessoal, mas desaba em soluços quando indagado sobre como comunicou à sua mãe sobre o falecimento do outro filho. É avassalador o efeito do intimismo de tal manifestação em meio à crueza da abordagem até então praticada por Herzog. É como se não houvesse lugar para tais lágrimas naquele ambiente gélido.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Além da Estrada

O grande mérito de “Além da Estrada” (2010) está na forma com que o filme aproveita as paisagens do interior do Uruguai. A direção de fotografia da produção consegue captar com sensibilidade a beleza melancólica dos pampas. Tais enquadramentos, entretanto, não se limitam à mera demonstração de virtuosismo. O diretor Charly Braun consegue estabelecer uma relação dessas imagens com a temática do filme – a de jovens em momento de indecisão que procuram algum sentido para a sua vida. De certa forma, Braun evoca um pouco da escola Sofia Coppola de filmar – olhar contemplativo, personagens em crise existencial, trilha sonora na linha rock/folk indie. O seu diferencial dentro do mencionado estilo se encontra no fato de se utilizar técnicas documentais no registro de algumas cenas, quase como se quisesse captar o efeito casual em diálogos e situações. Nesses momentos, “Além da Estrada” atinge o seu pico criativo. No geral, padece de uma certa frouxidão na dinâmica cinematográfica pelo excesso de quebras no seu ritmo narrativo.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Esses Amores

Em um primeiro plano, “Esses Amores” (2010) seria uma história romântica marcada por um pano de fundo histórico. Em essência, entretanto, trata-se de uma espécie de inventário estético e biográfico do diretor francês Claude Lelouch, onde o mesmo faz a profissão de fé de suas obsessões formais e temáticas. Misturando gêneros (romance, guerra, musical), o cineasta gera um pastiche que configura diversas influências e referências, e, por mais que tenha passagens de histórias reais, monta um mosaico narrativo que evoca vários elementos do nosso imaginário cinematográfico. Em alguns momentos, a narrativa se torna frouxa e até mesmo fragmentada, com personagens e situações se desenvolvendo de forma superficial e apressada, mas é inegável que algumas sequências trazem um cuidado visual e sonoro cativante, induzindo a um registro de tintas quase oníricas. De certa forma, é como se Lelouch jogasse no celulóide uma gama de reminiscências e fizesse com que as lembranças se materializem numa trama. Como toda recordação, é provável que o tom fique distorcido/idealizado, o que dá para o filme uma atmosfera algo irreal. Apesar de um todo irregular, “Esses Amores” é um exercício contundente de cinema por afirmar um toque personalista na sua concepção e realização.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Ainda Há Pastores?

Em princípio, a temática do documentário português “Ainda Há Pastores?” (2008) aparenta simplicidade: o progressivo fim da atividade pastoril na Serra das Estrelas. Registra prosaicos episódios do quotidiano dos moradores da região, dando especial ênfase para a rotina de Hermínio, o mais jovem pastor em atividade da localidade e, possivelmente, o último que exercerá a profissão. O diretor Jorge Pelicano adota uma concepção formal, entretanto, que transcende o conteúdo de sua trama, dando a mesma uma dimensão épica e que beira até mesmo um certo tom delirante. A direção de fotografia capta flagras antológicos da beleza natural daquelas montanhas, fazendo com que o local se apresente aos olhos do espectador como um refúgio situado em um fragmento de eternidade em que o tempo parou. Mesmo assim, Pelicano sempre nos deixa consciente que o fim daquela civilização arcaica e bucólica está próximo, com a modernidade do mundo exterior sempre à espreita agindo como um canto da sereia para os seus derradeiros habitantes. A solene narração em off acentua a impressão de anacronismo melancólico que ronda a produção. A figura de Hermínio sintetiza com perfeição os conflitos e contradições que emanam de “Ainda Hás Pastores?”: o rapaz é uma verdadeira força da natureza no seu misto de força bruta, ignorância, bom humor, observações perspicazes e hábitos bonachões (fuma e bebe como um condenado, além de adotar dieta alimentar baseada em muita gordura e quase nada de vegetais), pastoreando sem parar pelos campos e montanhas, mas se sentindo atraído pela possibilidade de trabalhar menos e descansar mais numa possível troca pela vida na cidade. E dentro de um conjunto tão coeso como narrativa, destacam-se algumas seqüências pela graça que oscila entre o ingênuo e o malicioso, como aquela em que Hermínio vai ao show do seu ídolo musical Quim Barreiros – a fúria com que rapazes e moças dançam no salão lembra muito mais um show punk do que a apresentação de um cantor brega-regional.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Amor a Toda Prova

Steve Carrell é um ator cômico de potencial considerável. Quando bem aproveitado (“O Âncora”, “O Virgem de 40 Anos”), consegue ter alguns momentos antológicos de humor alucinado. Nos últimos anos, entretanto, tem se enquadrado em, pelo menos, dois insípidos nichos específicos no gênero comédia – aventuras light e familiares (“Agente 86”, “Uma Noite Fora de Série”, “A Volta do Todo Poderoso”) e dramas indie familiares (“Pequena Miss Sunshine”, “Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada”). “Amor a Toda Prova” se enquadra na segunda opção e é igualmente frustrante. A premissa inicial da trama é até interessante – o protagonista Cal (Carell) é traído pela esposa (Julianne Moore), com a mesma pedindo ainda o divórcio. A partir daí, acaba recebendo lições de um sebento metido a conquistador (Ryan Gosling) e passa a sair com várias garotas. O que poderia ter sido uma ácida crítica ao bem comportado modo de vida classe média aos poucos se converte na exaltação deste mesmo modelo, com Cal fazendo de tudo para reconquistar a ex-mulher. O final brega, com aqueles literais discursos moralistas, põe tudo mais a perder ainda. A concepção formal do filme obedece aos ditames temáticos, adotando visual e encenação assépticos, ainda que a bonita trilha sonora de canções indies insista em oferecer uma certa atmosfera indie. No mais, o filme até tem algumas sequências efetivamente engraçadas, quando se esquece o seu tom moralizante, além de possuir um elenco acima da média, mas acaba sendo pouco para salvar “Amor a Toda Prova” de um resultado final insatisfatório.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Pacific

O próprio formato de “Pacific” (2010) já é algo polêmico. Afinal, coloca em cheque a importância do papel do diretor de um filme no momento em que o cineasta Marcelo Pedroso não coordenou qualquer tomada no documentário, aproveitando-se exclusivamente de registros amadores dos turistas participantes de um cruzeiro para Fernando de Noronha. Assim, seu papel foi trabalhar o material na montagem e lhe dar a coesão narrativa. Para aqueles que acreditam no cinema dentro da concepção de obra bem composta visualmente, tal procedimento beira a heresia. No entanto, dentro dessa proposta insólita, Pedroso consegue extrair um filme que tem momentos genuinamente engraçados e que pouco cai no enfadonho. Além disso, o diretor constrói uma obra que adquire interpretações diferentes de acordo com o olhar de cada espectador. É provável que o público cativo deste tipo de produção alternativa, que mais é exibido em festivais ou num circuito de salas não comerciais, entenda “Pacific” como a ridicularização do modo de pensar e estilo de vida pequeno burguês. Também é possível, entretanto, que se tal filme fosse exibido para uma platéia típica de salas comerciais a visão seria diversa – o mesmo espectador poderia dizer: “Que legal!! Eu queria estar me divertindo com esse pessoal!”. Por mais tosco que a sua concepção formal possa ser em alguns momentos, a força de “Pacific” está nesta capacidade de valorização do olhar subjetivo de quem o vê.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Estamos Juntos

O diretor Toni Venturi já havia abordado o universo do MST (Movimento dos Sem Teto) e assemelhados no ótimo documentário “Dia de Festa” (2006). Em “Estamos Juntos” (2011), ele se volta novamente para esta temática, mas a relacionando a uma trama ficcional de cunho intimista. Não à toa, alguns dos melhores momentos desta produção mais recente do cineasta estão naquelas tomadas que mostram a invasão de um prédio abandonado por integrantes do movimento e seu consequente confronto com a polícia. Venturi filma a ação com competência, valendo-se, inclusive, de recursos tipicamente documentais, como câmera de mão e imagens granuladas. No geral, entretanto, “Estamos Juntos” apresenta uma narrativa irregular. Percebe-se o que o diretor quer propor ao contrapor o drama pessoal da protagonista Carmem (Leandra Leal) com elementos de drama social. O problema é que em algumas sequências o filme acaba adquirindo um certo tom ingênuo e professoral no viés politicamente correto que adota. Mesmo assim, “Estamos Juntos” ainda apresenta algumas nuances que o tornam uma experiência cinematográfica interessante, principalmente pela interpretação sanguínea de parte de seu elenco (com destaque para a própria Leandra Leal) e para a ótima trilha sonora, que inclusive acaba tendo relevância para o contexto dramático do roteiro.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Planeta dos Macacos

Os mais ranhetas podem dizer que há excessos de convencionalismos no roteiro. Ou os mais nostálgicos podem dizer que os primeiros filmes da série eram mais charmosos pela maquiagem dos macacos. Tudo isso, entretanto, é preciosismo desnecessário. “Planeta dos Macacos – A Origem” (2011) traz aquilo que sempre foi essencial para a franquia – a combinação bem azeitada de aventura empolgante e uma trama consistente. Os efeitos especiais digitais de captação de movimentos dão uma clareza cristalina para o visual do filme, com os macacos oscilando com desenvoltura entre os movimentos selvagens e expressões e gestos humanizados. A interação das trucagens com atores e cenários reais impressiona pela naturalidade, com o ápice desta integração se concentrando nas sequncias finais de embates entre símios e humanos. Os efeitos também conseguem a proeza de possibilitar individualizar os principais protagonistas primatas, ressaltando a importância dramática de cada um. Já em termos de trama, o filme realmente se prende a alguns gastos dogmas no gênero ficção científica (conflitos entre a ciência e a ganância, a falta de ética e humanidade nos experimentos científicos que levam ao apocalipse, os preconceitos), mas os mesmos são explorados com sensibilidade em algumas de suas nuances, além da história trazer alguns momentos de sutis simbologias e detalhes. A conjunção de todas essas qualidades cria expectativa para os eventos futuros que a final em aberto de “Planeta dos Macacos – A Origem” sugere.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O Grande Êxtase

Na superfície, “O Grande Êxtase do Entalhador Steiner” (1973) é um documentário a retratar o ápice de superação de Walter Steiner, campeão mundial de salto de esqui, que atinge sucessivamente impressionantes recordes mundiais. Na essência, entretanto, é obra que mostra a construção de mito, retratando o momento exato em que o homem se converte em lenda vida. Quando está fora da plataforma de salto e sem os esquis, Steiner é uma criatura tímida e desajeitada, de ar quase introspectivo. Quando entra em ação, ganha uma postura que beira a divindade, praticamente um semideus a desafiar os limites da velocidade e da gravidade. A forma com que Herzog registra os saltos de Steiner também colabora para a construção de tal dimensão épica: enquadramentos inusitados e uma câmera lenta que capta todas as nuances da performance do esquiador dão a impressão de que estamos vendo algum ser alado tirado de algum conto fantástico invadindo a nossa realidade. Mas se Herzog expõe um olhar admirado pelas proezas de seu protagonista, ele também reserva a lembrança de que o limite entre a glória mitológica e a dura realidade do fracasso é muito tênue – há sequências que trazem casos de saltos que resultaram em tragédias, como se o diretor lembrasse da própria fragilidade física humana diante de uma tentativa frustrada. Essa contraposição entre o sucesso e o fracasso estimula o questionamento sobre os motivos reais de um homem como Steiner a tentar ultrapassar cada vez mais as suas próprias marcas. A falta de uma resposta plausível acentua a aura de mistério que permeia “O Grande Êxtase do Entalhador Steiner”.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Assim Estava escrito
Densamente pessoal e traduzindo minhas experiências de espectador e estudioso de cinema, este blog procura ser guiado pelo conhecimento preciso e opiniões marcantes, não tedo a intenção de ser uma história abrangente do cinema mundial, mas sim, como o subtítulo indica, um olhar pessoal para alguns filmes e profissionais do cinema que eu amo e que, em muitos casos, tiveram um profundo impacto sobre minha própria formação artística. Criei os meus próprios parâmetros, sem medo de ser seletivo ou subjetivo demais. Falo sobre o que me comove ou intriga. É um trabalho de paixão, que precisa respirar, crescer e se desenvolver. Uma viagem verdadeiramente pessoal, assim como são pessoais os filmes especiais que desejo celebrar.
Rara oportunidade para o cinéfilo conhecer as engrenagens da indústria e penetrar nos métodos criativos de antigos profissionais do cinema, inclino-me naturalmente para o favorecimento de figuras subvalorizadas – aqueles artistas esquecidos ou artesãos não celebrados que, de alguma maneira, conseguiram comunicar uma visão original. Examino os seus triunfos e vicissitudes. Afinal, os velhos mestres ainda estão vivos na memória coletiva, têm algo a nos dizer e são uma fonte constante de inspiração. Ao sondar o passado, estamos na verdade apontando para o presente e o futuro.
Em outras palavras, este blog é de fato concebido para colecionadores de filmes, amantes e estudantes de cinema. Minha esperança é a de que ele incentive a mágica da sétima arte, para que os filmes antigos não sejam esquecidos. É também um espaço para intercâmbio entre cinéfilos e colecionadores que buscam informações cinematográficas e livros sobre cinema, proporcionando aos aficcionados enriquecimento cultural, deleite e estudo. Tudo para celebrar o cinema - aquele tipo de cinema que deixou certa impressão enigmática.
Este blog é provavelmente tão importante para mim quanto um dos meus livros. A curiosidade constante, infatigável espírito de experimentação e idealismo apaixonado ajudam-me a manter o rumo.
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